30/07/2010 - 09:28 Atualizado em 30/07/2010 - 09:36

Preço ao produtor de SP cai 3% na 3a. prévia do mês

No período analisado, 6 produtos apresentaram alta de preços e 13 apresentaram queda

IEA-SP

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) registrou queda de 3,28% na terceira quadrissemana de julho de 2010. O IqPR-V (produtos de origem vegetal) também fechou com variação negativa de 5,74% e o IqPR-A (produtos de origem animal) subiu 2,81%. Quando a cana-de-açúcar é excluída do cálculo do índice, devido a sua importância na ponderação dos produtos, o IqPR e o IqPR-V (cálculo somente dos produtos vegetais) caem 2,25% e 7,07% respectivamente.

 

 

Os produtos do IqPR que registraram as maiores altas nesta quadrissemana foram: carne de frango (10,18%), algodão (8,65%), banana nanica (8,57%), café (6,22%) e carne bovina (1,78%). Para a carne de frango, a variação positiva mostra de um lado a recuperação dos preços praticados nos meses anteriores e, de outro, corresponde a uma resposta ao aumento dos preços do substituto representado pela carne bovina.

 

No caso do algodão os preços respondem à queda dos estoques internacionais e à quebra da safra dos cerrados, principal região produtora brasileira, que atingiu até 20% em razão da seca. A oferta reduzida de banana tem afetado os preços, estando esta ocorrência associada à continuidade de baixas temperaturas (com a redução na umidade do ar) que vêm retardando o crescimento da fruta desde o final de maio, prolongando o tempo necessário à formação dos cachos de banana e gerando a escassez que provoca aumento nos preços.

 

No caso do café, a oferta de um produto de melhor qualidade junto a um aumento da demanda internacional tem elevado seus preços. A baixa oferta de boi gordo nas praças de comercialização paulistas tem pressionado os frigoríficos do estado de São Paulo a pagarem mais pela arroba da carne bovina.

 

Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços na terceira quadrissemana de julho foram: tomate para mesa (56,00%), batata (27,03%), feijão (20,60%), laranja para mesa (12,28%) e amendoim (5,89%). Para o tomate para mesa, na esperada reversão da tendência de alta, os preços se ajustam à maior entrada de produto, em movimentos tanto para cima como para baixo, com variações de amplitude elevada.

 

Os preços da batata derivam da diferença do alto valor cotado no início da safra (começo de maio) com os valores menores das últimas semanas, em decorrência da maior entrada de produto no mercado desta olerícola. No feijão, conforme esperado, as colheitas do final da safra das secas (que em muitos casos havia tido plantio atrasado por limitações climáticas) e as primeiras expectativas da produção da safra de inverno, reverteram as tendências dos preços no sentido da diminuição.

 

Para o amendoim, a retração do preço reflete a queda da demanda com o final do período das festas juninas que caracterizam o pico de consumo. Porém, os preços atuais para o produtor estão 64% mais alto do que o mesmo período do ano passado. No período analisado, 6 produtos apresentaram alta de preços (3 origem vegetal e 3 de origem animal) e 13 apresentaram queda (10 vegetal e 3 animal) e o preço do trigo não teve variação.

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