A terra tão fértil cedeu ao uso irresponsável do homem. O buraco que se abriu no meio da lavoura fica a cada dia maior. E não é o único. Várias propriedades sentem os efeitos da erosão.
“Hoje em dia a gente vê o produtor plantando em desnível. Não observa a umidade do solo para fazer as práticas de plantio, do manejo do solo em geral. O que mais agravou na questão de preservação de solo foi a falta de manutenção das práticas de conservação que foram feitas nos anos 80”, explicou o agrônomo José Francisco Vilas Boas.
O combate à erosão muitas vezes depende do envolvimento de vários produtores. Em um dos casos, a falta de cuidado com o solo resultou em um problema enorme para o dono da área. É algo que só pode ser resolvido se a vizinhança se unir.
Os agricultores perceberam a situação e procuram ajuda. Eles participam de cursos e buscam informações com especialistas. “Hoje, infelizmente, também este problema está voltando de forma generalizada em todo Estado e não apenas na região oeste do Paraná”, alertou o agrônomo Oromar Bertol.
O agricultor Paulo Roberto Marquioro tem 27 hectares no município de Céu Azul. Sozinho ele não consegue conter a erosão e foi atrás de ajuda. “Fica bem complicado porque fica cheio de valetas no meio do sítio. Não tem como nem trafegar com as máquinas para fazer um bom plantio e uma boa colheita”, disse.
O agricultor Milton dos Santos planta milho há 40 anos em Medianeira tanto na safra quanto na safrinha. “Combater a erosão e a conservação da terra”, disse.